Carol ONN
O café da manha no dia seguinte foi difícil, ter que comer olhando pra Giovanna na mesma mesa que eu. Eu ainda não engoli essa garota.
O dia de trabalho hoje foi interrompido, não entendi direito o porque, mas depois do almoço teríamos que ir pra casa. Nada mal. Eu liguei pra Sabrina e ela pediu dispensa do serviço aquela tarde.
Quando ela chegou em casa eu estava no sofá vendo TV. Graças a Deus aquela garota não ta aqui.
Ela veio e se deitou por cima de mim, depois me deu um selinho.
Sabrina - oi amor
- Oi minha linda
Sabrina - quanto tempo ein, agente assim num dia de semana, sozinhas em casa
- Muito tempo mesmo
Sabrina - to com saudade de você
- Eu também to, com muita saudade
Quando fui beija-la ela saiu de cima de mim
- O que foi?
Sabrina - espera que eu já volto.
- Aonde você vai?
Sabrina - Ali. Me espera e não entra no quarto. É uma surpresa
- Sim senhora
Ela foi, e eu fiquei la pensando o que ela estaria fazendo no quarto. Tava demorando um pouco, e eu já estava impaciente. Fiquei curiosa, minha vontade era entrar no quarto, ou espiar pela porta, mas ela ia ficar brava comigo. Então fiquei lá roendo minhas unhas e esperando.
Mas valeu a pena. Ela parou na porta da sala, só de calcinha, toda gostosa. Eu ate sentei direito no sofá.
- Uau
Sabrina - gostou?
- Eu adorei
Sabrina - é tudinho pra você
- Só pra mim?
Sabrina - só pra você
Ela veio e se sentou no meu colo, de frente pra mim.
Sabrina - me leva pro quarto. Vamo fazer amor vai, como agente não faz a muito tempo.
Ela começou beijando meu pescoço me deixando toda arrepiada. Pegou minhas mãos e deslisou por todo o meu corpo
Sabrina - o que foi? Você não me deseja mais?
- Eu te desejo mais que tudo
Peguei-a no colo e fomos pro quarto. A cada toque eu sentia meu corpo ferver. Sentia falta daquele corpo, e ele pedia pelo meu.
Aquela tarde foi maravilhosa. Fizemos amor ate o anoitecer, mas tudo que é bom dura pouco...
Ela estava deitada com a cabeça encostada no meu peito. Apenas um lençol cobria nosso corpo. Nós apenas nos curtíamos, mas algo tem que estragar tudo. Nesse caso fora,m batidas na porta... Giovanna.
- Não atende não, fica aqui
Sabrina - então ela me deixou. Vestiu qualquer roupa no armário e saiu, sem me dar nem um beijo. Depois de mais de meia hora esperando, ela não voltou e eu me cansei daquilo. Botei a primeira roupa que vi na frente e sai do quarto como um cão raivoso em direção a porta.
Sabrina - ei, aonde você vai?
- Isso não é da sua conta. Vá pedir satisfações pra sua 'amiga'.
Sabrina ONN
Ela saiu feito bala pela porta me deixando totalmente paralisada, sem nenhuma ação. Ouvi o barulho do motor do carro ligando, então corri pra fora. Mas só deu tempo de ver o carro se distanciando em alta velocidade. E eu nem sequer conseguia sair do lugar, mas senti um abraço por traz de mim
Giovanna - Você sempre soube que ela não era pra você...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Hospede Inesperado
Carol ONN
A vida nos reserva surpresas, as vezes boas, as vezes muito desagradáveis. E foi o que aconteceu naquela quarta feira...
Eu cheguei do trabalho, abri a porta e como sempre o cheiro delicioso de comida vinha da cozinha, mas logo de cara vi que Sabrina não estava lá. Ela estava sentada na sala conversando com alguém que estava de costas pra porta, então não pude identificar de imediato, mas assim que reconheci, o sorriso que eu trazia em meu rosto desapareceu.
- O que você ta fazendo aqui?
Sabrina - Carol, isso é jeito de tratar a visita? Desculpa Gi
Giovanna - Tudo bem
- Tudo bem nada.
Giovanna - Olha Carol, eu mudei, de verdade
- Eu não confio em você
Sabrina - vem aqui
Ela me puxou pelo braço ate a porta da cozinha, mas de um lugar que ainda era possível ver a cara de sínica da Giovanna me olhando.
- Eu não quero ela dentro da nossa casa
Sabrina - amor, ela mudou
- Eu não confio nela
Sabrina - e em mim, você confia?
- ... Confio
Sabrina - ela vai passar uns dias aqui em casa
- Oque!?
Sabrina - por favor
- Eu já disse que não quero ela aqui dentro
Sabrina - por favor, por mim. É só um tempo, ela acabou de voltar pra cidade, logo encontra um lugar
- ... Só não me pede pra ser educada
O ódio era visível no meu rosto. Passei pela idiota na sala e fui pro quarto, fiz questão de bater a porta. Eu não mereço isso.
Larguei minhas coisas na cama e fui tomar um banho pra ver se assim eu relaxo, mas a ideia de ter aquela mulher aqui dentro não me deixa nem um pouco feliz. Depois do banho fui pra cozinha, as duas estavam sentadas a mesa, me sentei sem dizer nada, comi calada e depois voltei pro quarto. Não sou obrigada a aguentar a presença dela né?
Fiquei vendo TV e vendo as horas passar. Vi quando a luz do corredorzinho se apagou. Sabrina entrou no quarto e mal olhou pra mim. Pegou uma roupa no guarda roupas e entrou no banheiro. Respirei fundo. Pelo visto os próximos dias serão difíceis.
Ela saiu de lá linda como sempre, vestindo uma camisola preta. Parou na ponta da cama e ficou passando creme nas pernas. Ela quer judiar de mim é? Tentei não prestar atenção.
Ela se deitou do meu lado, mas alguns minutos depois ela se virou pra mim, deitou a cabeça no meu peito e me abraçou.... Não da, eu não resisto a minha morena.
Sabrina - não fica com raiva de mim
- Eu não to com raiva de você meu amor. Mas você sabe o que eu acho da ideia dela morando aqui...
Sabrina - amor, todo mundo merece uma segunda chance
- Dentro da nossa casa?
Sabrina - tem um pouco de paciência? Por mim? Pelo nosso bebe? Por favor
- ...Ta bom vai, vou tentar ser mais tolerante
Sabrina - obrigada meu amor
Aquela noite ficamos lá trocando carinhos, mas não passou disso. Alias, a muito tempo agente não faz amor daquele jeito de antes. A vida anda muito corrida...
Vi ela dormindo nos meus braços, linda. Não tenho coragem de dizer não a ela, mas continuo não gostando nem um pouco da ideia daquela mulher aqui em casa. Ela ta aprontando alguma, e se tiver, eu vou descobrir.
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